terça-feira, 1 de junho de 2010

O que me restou se não a morte.

O que me restou depois de tudo, se não o cansaço.

O que me restou, se não a parte de mim que não existe.

O que me restou se não uma velha olhada na janela e um pensamento vago.

A beleza de tudo acabou em meus olhos.

O egoísmo virou o primeiro mal no mundo e o maior, e hoje a beleza é a segunda maior maldade.

O paraíso é esse, o mal, apreciem-no.

Completamente sã do que falo, do que penso, mergulhado em cada coisa do mundo, passando por um humano qualquer, e de fato sou, vivam seu própio paraíso, porque o paraíso chamado Planeta Terra reside a morte onde se anda todo dia sobre os mortos, onde se mata todo dia, se despreza, e se houver algo de bom, é só porque sem bom não existe mal.

Estou aqui catando cada coco, colhendo cada flor, olhando cada átomo, bebendo da água sadia do paraíso, estou infectado de mal, apreciem o paraíso. Vocês estão infectados com seus própios sistemas imunológicos.

We all are dead, e controlados durante mortos no paraíso.

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