sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu sou o fardo, eu sou a felicidade

Eu sou cada pequena parte, sou cada parte a mais e a menos.

Sou isso, sou aquilo, sou o que nem sei, sou o que falam, só não sei se sou eu.

Sou tanta coisa e ao mesmo tempo tão pouco.

Já sei, sou a imperfeição em si, isso mesmo, a imperfeição correndo por mim.

Pensando bem quanto ousado sou eu para dizer quem eu sou? Não sei quem sou.

Sou um número, um ser humano, animal? Tanta coisa pra pensar, e tão pouca certeza.

Serei eu isso, uma mera incerteza ambulante? Não sei.

Sou eu tudo que não sou eu.

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