Me deixa eu ser egoísta
Me deixa eu ter orgulho, deixa eu insistir
Me deixa brigar, xingar, ser mal, me deixa
Me deixa eu jogar no inferno
Cair no precipício mais alto apenas com roupas
Me deixa tirar o leite da maça, engolir a maça
Me adentrar no fogo que queima ardilosamente, vagarosamente
Me deixa, me deixa provar a siracusa do filósofo, ou a maça envenenada do pai da computação
Me deixa tentar entrar em uma prisão, e sair por aí matando a todos
Me deixa dizer não a tudo, inclusive a mim
Me deixa eu espalhar todo o mal
Porque pra mim acabou
Eu tenho você e quero me acabar da maneira que seja possível, com o mal existente
E no final eu vou querer ser egoísta mais um pouquinho, já que a possuo
Guardar o egoísmo de que a tenho
E fazer as coisas citadas para morrer como Charles Chaplin dizia: dentro da barriga da mãe
Nenhum comentário:
Postar um comentário