É hora de morrer,
Pois então que soem as trombetas
Pois então que algum país da américa do sul festeje
Então que concordem como a morte é boa e depois que morrer perceber não há coisas boas
Gritar e urrar os bons feitos por mim, que nunca existirão
Cantaremos as flores dos amores perdidos
Celebraremos a tristeza
Louvaremos a morte
Agora é a hora, a hora da morte
O otimismo morreu, o sorriso morreu, até a morte morreu
E todos foram felizes para sempre sem saber o que ocorreu
Então andaremos pelos vales encantados de ouro e pelas florestas que não existem
Aqui nem o nada existe
Nem a felicidade, nem a tristeza, nem a adivinhação, nem suposição
Aqui na morte, nem a morte existe, nem o nada
E aqui me residirei, na casa da eternidade, na minha verdadeira casa
A casa onde acaba tudo, aonde o tudo se reside a não ter casas, aonde o tudo nunca existiu, apenas aquilo que não sei, ninguém saberá, nem mesmo Deus adivinha o que acontece na morte.
Aqui acaba todas as batalhas, aqui tudo é desistido,e desistir é bobagem, pois que a bobagem me possua, e assim encontre aquilo que não é feliz nem triste.
Então eu morrerei, e tudo acaba, assim como memórias póstumas de Brás Cubas, eu adivinharei, e o vento será minha tristeza eterna que me criou uma tuberculose.
Morrerei nem mais nem menos que ninguém, apenas morrerei, sem medalhas, sem mim, sem Deus, morrerei sem grandes namoradas, apenas morrerei, só, apenas sem mim.
E pela primeira vez serei feliz, não terei batalhas, não terei vida finalmente
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